Context engineering

Trabalha o que o modelo enxerga (arquivos, docs, regras, ferramentas) mais que o texto.

Rascunho: aberto para discussão

Definição

O prompt é só a última linha do que o modelo enxerga. Context engineering é o trabalho de montar todo o resto: os arquivos certos, docs, schemas, convenções, exemplos, ferramentas e restrições, e deixar de fora o que não ajuda. Com um bom contexto, prompts curtos funcionam. Com um contexto ruim, nenhum texto salva. É central para trabalhar com agentes de código.

Exemplo de prompt

Quase todo o trabalho acontece antes do prompt, que tem uma linha só.

Context engineering
# AGENTS.md (regras do projeto, sempre carregadas)- Stack: React + Vite, testes com Vitest.- As imagens vêm de GET /api/images?limit=N.- Componentes ficam em src/components, um arquivo de teste cada.- Nunca faça fetch dentro de componente. Use hooks em src/hooks.# Anexadossrc/hooks/useImages.tssrc/components/LazyImage.tsxdocs/design-tokens.md (tempos de transição)Construa o carrossel da home descrito na issue #142.

O que revela

  • Maturidade com agentes e sistemas maiores
  • Entendimento do que o modelo precisa saber, e do que não precisa
  • Capacidade de tornar as convenções do time legíveis para máquinas

Use quando

  • Trabalho com agentes de código num codebase real
  • Tarefas recorrentes em que as regras devem ser escritas uma vez só
  • Codebases grandes em que o modelo não consegue ver tudo

Cuidado com

  • Excesso de contexto: material irrelevante dilui a atenção do modelo
  • Arquivos de regras desatualizados que contradizem o código
  • Vazar segredos ou dados privados no contexto

Na entrevista

Observe

  • O que a pessoa deu ao modelo, e o que deixou de fora de propósito?
  • Ela mantém regras e docs atualizadas conforme o projeto muda?

Pergunte

  • Por que esses três arquivos e não a pasta inteira?
  • O que você adicionaria ao AGENTS.md depois dessa tarefa?

Origem

Popularizado em junho de 2025 por Tobi Lütke, CEO da Shopify, que disse preferir o termo a "prompt engineering", e amplificado uma semana depois por Andrej Karpathy, que o descreveu como a arte de preencher a janela de contexto com só a informação certa para o próximo passo. O termo já aparecia antes naquele ano, por exemplo no 12-Factor Agents de Dex Horthy e no "Don't Build Multi-Agents" da Cognition. Ninguém leva o crédito por ter cunhado o termo.

Tobi LütkeAndrej Karpathy19 de jun. de 2025

Fontes