Manifesto Prompt Styles · v0.1.0

O ofício não desapareceu. Ele mudou de lugar.

Um manifesto, uma taxonomia e uma rubrica abertos para construir software com IA, e para avaliar quem faz isso.

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Manifesto Prompt Styles

A IA mudou a forma como software é escrito. As entrevistas técnicas não acompanharam. Algumas empresas proíbem IA na entrevista, outras liberam sem nenhum critério, e o candidato quase nunca sabe o que está sendo avaliado. Decorar puzzles nunca mediu tão pouco, e ninguém concorda sobre o que colocar no lugar.

Somos engenheiros e pessoas que contratam engenheiros. Acreditamos que o ofício não desapareceu. Ele mudou de lugar. Hoje ele está em como enquadramos um problema, como escolhemos conduzir o modelo, como verificamos o que volta e como decidimos o que vai para produção. Isso pode ser nomeado, ensinado e avaliado de forma justa.

Valorizamos

  • Julgamentomais quevolume de código gerado
  • Verificaçãomais queconfiança cega no output
  • Escolha consciente de estilomais queum único hábito de prompt
  • Contextomais quefrases espertas
  • Uso aberto de IAmais quefingir que ela não existe
  • Problemas reaismais quepuzzles decorados

Os itens da direita continuam importando. Os da esquerda importam mais.

Princípios

  1. Avalie o processo, não só o resultado.

    Numa entrevista com IA, o código final é o artefato que menos informa. Observe como a pessoa enquadra o problema, qual estilo escolhe, o que rejeita e por quê.

  2. Dê nome aos estilos.

    Declarativo, imperativo, spec-driven, test-driven, baseado em exemplos, iterativo, context engineering, vibe coding. Um vocabulário comum permite que candidatos se preparem e que entrevistadores comparem avaliações.

  3. Nenhum estilo é errado. Escolher no automático é.

    Bons engenheiros se movem pelo espectro conforme o risco, a complexidade e o quanto conhecem o codebase. Fazer vibe coding num protótipo tudo bem. Num fluxo de pagamento, não.

  4. Verificar faz parte do trabalho.

    Ler, testar e questionar o código gerado é engenharia, não burocracia. Código que a pessoa não consegue explicar ainda não é dela.

  5. Transparência dos dois lados.

    Empresas dizem de antemão quais ferramentas de IA são permitidas, o que está sendo avaliado e com qual rubrica. Candidatos usam IA abertamente e explicam suas decisões.

  6. Mantenha aberto.

    A taxonomia e a rubrica são públicas, versionadas e livres para adotar, adaptar e criticar. Qualquer pessoa pode propor mudanças com um pull request.

As assinaturas são pessoais. O nome da empresa aparece só para identificação e não significa que o empregador endossa este manifesto.

Estilos

8 estilos de prompt, um vocabulário comum

Um vocabulário comum para as formas como engenheiros conduzem a IA ao escrever software. Cada estilo tem definição, exemplo de prompt, o que revela sobre quem usa, quando faz sentido, onde estão os riscos e de onde veio o termo.

Conhecer os estilos
Horizontal: o quanto o prompt dita a implementação. Vertical: o quanto o output é conferido contra um contrato explícito (testes, uma spec, revisão). Os estilos formam um espectro, não caixas exclusivas. Bons engenheiros combinam vários e trocam de propósito conforme o risco e a complexidade mudam. As posições são aproximadas e abertas a debate: proponha mudanças com um pull request.
Rubrica

Uma rubrica para usar amanhã

4 níveis, 5 dimensões e um roteiro de entrevista de 65 minutos. Feita para ser compartilhada com o candidato antes da entrevista, não escondida dele.

Ver a rubrica
  1. 1

    Operador

    Usa um único estilo e aceita o output sem revisar de verdade.

  2. 2

    Praticante

    Alterna entre descrever e ditar, revisa o código e corrige os erros.

  3. 3

    Engenheiro

    Escolhe o estilo pelo risco e pela complexidade, usa testes e specs como contrato, gerencia o contexto.

  4. 4

    Arquiteto

    Define padrões para o time, sabe quando não usar IA, pesa custo, segurança e manutenção.

Manifesto Prompt Styles

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