O ofício não desapareceu. Ele mudou de lugar.
Um manifesto, uma taxonomia e uma rubrica abertos para construir software com IA, e para avaliar quem faz isso.
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A IA mudou a forma como software é escrito. As entrevistas técnicas não acompanharam. Algumas empresas proíbem IA na entrevista, outras liberam sem nenhum critério, e o candidato quase nunca sabe o que está sendo avaliado. Decorar puzzles nunca mediu tão pouco, e ninguém concorda sobre o que colocar no lugar.
Somos engenheiros e pessoas que contratam engenheiros. Acreditamos que o ofício não desapareceu. Ele mudou de lugar. Hoje ele está em como enquadramos um problema, como escolhemos conduzir o modelo, como verificamos o que volta e como decidimos o que vai para produção. Isso pode ser nomeado, ensinado e avaliado de forma justa.
Valorizamos
- Julgamentomais quevolume de código gerado
- Verificaçãomais queconfiança cega no output
- Escolha consciente de estilomais queum único hábito de prompt
- Contextomais quefrases espertas
- Uso aberto de IAmais quefingir que ela não existe
- Problemas reaismais quepuzzles decorados
Os itens da direita continuam importando. Os da esquerda importam mais.
Princípios
Avalie o processo, não só o resultado.
Numa entrevista com IA, o código final é o artefato que menos informa. Observe como a pessoa enquadra o problema, qual estilo escolhe, o que rejeita e por quê.
Dê nome aos estilos.
Declarativo, imperativo, spec-driven, test-driven, baseado em exemplos, iterativo, context engineering, vibe coding. Um vocabulário comum permite que candidatos se preparem e que entrevistadores comparem avaliações.
Nenhum estilo é errado. Escolher no automático é.
Bons engenheiros se movem pelo espectro conforme o risco, a complexidade e o quanto conhecem o codebase. Fazer vibe coding num protótipo tudo bem. Num fluxo de pagamento, não.
Verificar faz parte do trabalho.
Ler, testar e questionar o código gerado é engenharia, não burocracia. Código que a pessoa não consegue explicar ainda não é dela.
Transparência dos dois lados.
Empresas dizem de antemão quais ferramentas de IA são permitidas, o que está sendo avaliado e com qual rubrica. Candidatos usam IA abertamente e explicam suas decisões.
Mantenha aberto.
A taxonomia e a rubrica são públicas, versionadas e livres para adotar, adaptar e criticar. Qualquer pessoa pode propor mudanças com um pull request.
As assinaturas são pessoais. O nome da empresa aparece só para identificação e não significa que o empregador endossa este manifesto.
8 estilos de prompt, um vocabulário comum
Um vocabulário comum para as formas como engenheiros conduzem a IA ao escrever software. Cada estilo tem definição, exemplo de prompt, o que revela sobre quem usa, quando faz sentido, onde estão os riscos e de onde veio o termo.
Conhecer os estilosUma rubrica para usar amanhã
4 níveis, 5 dimensões e um roteiro de entrevista de 65 minutos. Feita para ser compartilhada com o candidato antes da entrevista, não escondida dele.
Ver a rubrica- 1
Operador
Usa um único estilo e aceita o output sem revisar de verdade.
- 2
Praticante
Alterna entre descrever e ditar, revisa o código e corrige os erros.
- 3
Engenheiro
Escolhe o estilo pelo risco e pela complexidade, usa testes e specs como contrato, gerencia o contexto.
- 4
Arquiteto
Define padrões para o time, sabe quando não usar IA, pesa custo, segurança e manutenção.
Assine o manifesto
Assinar leva um minuto. Você abre um formulário curto no GitHub já logado, um bot confere e adiciona seu nome. Cada assinatura fica ligada a uma conta real do GitHub e registrada no histórico do git.
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